Países afirmaram que o aumento também abre espaço para acelerar a compensação de volumes produzidos acima do acordado. O comunicado reforça o compromisso de cumprir a Declaração de Cooperação, com monitoramento do Comitê Conjunto de Monitoramento Ministerial (JMMC).
Integrantes confirmaram que pretendem compensar totalmente qualquer volume superproduzido desde janeiro de 2024. A próxima reunião da Opep+ está marcada para 6 de setembro de 2026.
O ajuste anunciado distribui o aumento entre os países participantes. A Arábia Saudita e a Rússia ficam com mais 62 mil bpd cada; o Iraque, com mais 26 mil bpd; o Kuwait, com mais 16 mil bpd; o Cazaquistão, com mais dez mil bpd; a Argélia, com mais seis mil bpd; e Omã, com mais cinco mil bpd.
Preocupação com guerra
Opep está preocupada com ataques à infraestrutura de energia e com o impacto disso na oferta global. O comitê afirmou que recuperar ativos danificados até a plena capacidade é caro e demorado, o que afeta a disponibilidade geral de suprimentos.
O comunicado não detalha quais ataques motivaram o alerta, mas cita que o cenário ocorre em meio aos efeitos da guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irã. O JMMC também destacou a importância de proteger rotas marítimas internacionais para manter o fluxo ininterrupto de energia.
