Na semana passada, o grupo informou que o lucro do segundo trimestre mais que dobrou em relação ao ano anterior, atingindo o segundo maior valor já registrado, impulsionado pelos preços mais altos da energia e pelo fortalecimento do comércio de gás natural liquefeito.
O lucro ajustado do segmento de energias renováveis e soluções energéticas foi de US$ 79 milhões, contra um prejuízo de US$ 9 milhões no mesmo período do ano anterior.
A Shell afirmou que pretende concentrar seus negócios de energia no fornecimento de soluções energéticas a grandes clientes, combinando energia renovável com geração menos intermitente à base de hidrocarbonetos.
A BP, empresa britânica do mesmo setor, também está redirecionando seu foco para os negócios de petróleo e gás após reduzir seus investimentos em energia renovável.
O acordo da Shell com a TotalEnergies, com conclusão prevista para o final de 2026, inclui um portfólio de cerca de 500 megawatts em ativos solares e eólicos em operação ou em construção, localizados principalmente na Itália e na Holanda, além de um pipeline de 3,5 gigawatts em projetos de energia solar, eólica e armazenamento em baterias na Itália, no Reino Unido e na Espanha, informou a Total.
No final do segundo trimestre, a Shell possuía cerca de 4,5 gigawatts de capacidade de geração de energia renovável em operação.
