Adesivo de nicotina: entenda como funciona e por que é melhor não usá-lo por conta própria

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Adesivo de nicotina: entenda como funciona e por que é melhor não usá-lo por conta própria

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Lutando para parar de fumar? É bem provável que você já tenha se deparado com os adesivos de nicotina como uma boa opção para tentar superar a dependência em relação ao cigarro. E, se já conversou com outros tabagistas que recorreram ao método, também deve ter ouvido relatos contraditórios sobre a efetividade da estratégia.

Para não deixar dúvida: o adesivo de nicotina ajuda, sim, a deixar de fumar, e há evidências científicas robustas de que ele funciona. Mas também é verdade que ele não é uma fórmula mágica para superar um vício tão persistente.

Consequentemente, os médicos costumam recomendar que o adesivo seja combinado a outros métodos para obter resultados melhores.

Entenda de vez como funciona o adesivo de nicotina e por que o melhor é não utilizá-lo sozinho.

Como funciona o adesivo de nicotina?

O adesivo de nicotina é parte do arsenal compreendido dentro das terapias de reposição de nicotina, o que inclui também os chicletes e outras opções, como pastilhas e sprays nasais. A lógica de fundo de todas elas é a mesmo: entregar a substância do tabaco que gera dependência, isto é, a própria nicotina, sem os outros malefícios do cigarro, como o alcatrão e suas demais substâncias tóxicas.

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A ideia do adesivo é entregar uma quantidade relativamente constante de nicotina ao longo do dia, por via transdérmica. A dosagem específica pode variar de pessoa para pessoa, e depende muito da quantidade de cigarros que aquele indivíduo estava acostumado a fumar antes de tentar largar o vício.

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Como ocorre com qualquer método, os resultados também mudam de acordo com a experiência individual. Enquanto o adesivo se mostra muito efetivo para alguns tabagistas, outros fumantes relatam uma sensação de que a terapia é inútil.

Isso tem relação com uma das limitações conhecidas dos adesivos: embora garantam uma dose básica de nicotina para reduzir as crises de abstinência, eles não conseguem lidar com o desejo agudo de fumar, conhecidos em inglês como cravings, quando pode ser necessário receber pontualmente uma dose mais alta.

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Por isso, a recomendação costuma ser a combinação de mais de uma terapia de reposição de nicotina.

Combinação de estratégias tem resultados melhores

Se o adesivo dá uma dose constante de nicotina ao longo do dia, alternativas como chicletes, pastilhas ou os sprays fazem algo diferente: em um único ato, eles fornecem rapidamente níveis um pouco maiores da substância, o que pode ajudar a lidar com desejos mais fortes que ocorrem em momentos-chave do dia.

Uma das razões para combinar os métodos é que a parte química da nicotina é apenas uma das explicações para a dependência. Vários fumantes também desenvolvem uma relação de rotina e “ritual” com o cigarro em determinados horários, durante ou após alguma atividade, e a necessidade maior continuará surgindo nesses momentos enquanto você tenta deixar o vício para trás. Nessas situações, o adesivo sozinho não dá conta.

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Em 2023, um amplo estudo de revisão sobre terapias de reposição de nicotina analisou 68 trabalhos que, combinados, acompanharam mais de 43 mil indivíduos que tentavam parar de fumar. A conclusão era que qualquer método usado isoladamente aumentava as chances de largar o vício de forma similar, enquanto a combinação dos adesivos com uma forma de entrega rápida de nicotina incrementava as probabilidades de superar o cigarro entre 17% e 37%.

Ainda assim, os métodos, mesmo combinados, podem não funcionar para todo mundo. A jornada para deixar o tabagismo para trás deve ser sempre feita com orientação médica e considerar aspectos multifatoriais em torno da dependência.

Não use adesivos ou outras formas de reposição de nicotina sem acompanhamento profissional: se você não conseguiu largar o cigarro (ou se usa outros dispositivos, como os vapes), fazer isso de forma desregrada pode levar a uma superdosagem de nicotina, com efeitos graves à saúde.