A WestJet, uma das maiores companhias aéreas do Canadá, chegou na madrugada de segunda-feira (3) a um acordo contratual provisório com o sindicato que representa 4.400 comissários de bordo, encerrando uma greve de um dia que forçou o cancelamento de centenas de voos.
O Sindicato Canadense dos Trabalhadores do Setor Público, entidade que representa os comissários de bordo, informou em comunicado que a greve havia terminado e que os profissionais retornariam ao trabalho.
De acordo com a emissora canadense CTV, parte dos voos foi retomada na tarde de segunda-feira (3), mas ainda ocorriam atrasos na manhã desta terça-feira (4).
“Nossas equipes estão trabalhando intensamente para restabelecer o serviço e levar nossos passageiros a seus destinos o mais rápido possível. Agradecemos a paciência de todos enquanto retomamos a normalidade”, afirmou Alexis von Hoensbroech, CEO da WestJet, que não estimou o prazo para o retorno total dos voos.
“Este acordo provisório representa um avanço significativo”, afirmou Alia Hussain, presidente da seção local do sindicato, acrescentando que o acordo proporcionaria maior reconhecimento e melhor remuneração pelo trabalho realizado pelas tripulações de cabine.
Os detalhes do acordo provisório não foram divulgados de imediato. O texto ainda precisa ser ratificado por meio de votação dos integrantes do sindicato.
A WestJet informou que 645 voos foram cancelados desde sexta-feira (31), com a paralisação ocorrendo em um feriado nacional no Canadá. As rotas mais populares da companhia são domésticas, mas voos para outros destinos —incluindo Estados Unidos, Europa e Ásia— também foram afetados. Durante as temporadas de pico, a WestJet transporta até 70 mil passageiros por dia. Segundo o site da empresa, a companhia só deve realizar trajetos para o Brasil em novembro deste ano com uma rota para São Paulo.
Os comissários de bordo reivindicavam aumento salarial e remuneração pelo tempo dedicado a tarefas em solo que atualmente não são pagas, incluindo o embarque de passageiros e as demonstrações de segurança.
No domingo (2), comissários de bordo portando cartazes nas cores verde-azulado e azul-marinho da empresa realizaram protestos diante dos aeroportos de Toronto, Montreal, Vancouver e Calgary.
Todos os passageiros afetados pela greve, que impediu a WestJet de operar suas aeronaves Boeing 737 e 787, receberiam reembolso ou seriam realocados em outros voos, informou a companhia aérea.
A WestJet Airlines é a segunda maior companhia aérea do Canadá, atrás da Air Canada, e começou a operar em 1996 como uma empresa de baixo custo, com três aeronaves. Em 2019, foi comprada pela empresa de investimentos de capital privado Onex Corp., sediada em Toronto, e opera quase 200 aviões para mais de 100 destinos.
A greve foi a segunda grande interrupção das viagens aéreas no Canadá em um ano. No ano passado, o governo canadense determinou uma arbitragem vinculante para encerrar uma greve de 10 mil comissários de bordo da Air Canada, iniciada em grande parte por reivindicações semelhantes relacionadas à remuneração.
