O que o mercado espera dos balanços de Itaú e Bradesco no 2º tri

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O que o mercado espera dos balanços de Itaú e Bradesco no 2º tri

Itaú deve seguir entregando melhores resultados do setor. O consenso compilado pela Bloomberg aponta para lucro líquido recorrente de cerca de R$ 12,4 bilhões no trimestre, com retorno sobre patrimônio (ROE) de 24,2%, mantendo o banco como referência de rentabilidade entre os grandes bancos brasileiros.

Analistas destacam histórico do Itaú Unibanco. Para os analistas do UBS BB, os últimos balanços da instituição têm sido consistentes, por isso, apostam que isso deve se repetir para o segundo trimestre. Goldman Sachs classifica o Itaú como o melhor dentre os bancos incumbentes, ou seja, entre os grandes do setor.

Carteira de crédito do Itaú deve ter crescimento moderado. A mediana das estimativas aponta para um aumento da ordem de 2,6% na comparação trimestral, impulsionado principalmente pelas operações de crédito imobiliário e consignado privado, de um lado, e contenção da expansão em modalidades mais arriscadas, de outro.

Mercado projeta inadimplência sob controle. Mesmo no ambiente macroeconômico adverso, de juros elevados e alto endividamento das famílias e empresas, a expectativa é a de que o banco consiga manter baixos níveis de inadimplência.

No primeiro trimestre, lucro do Itaú cresceu 10,4%, a R$ 46,8 bilhões. A carteira de crédito fechou em R$ 1,5 trilhão, 1,2% maior que em dezembro.

Para Bradesco, mercado projeta manutenção de ciclo de recuperação operacional. Analistas da XP, por exemplo, projetam lucro recorrente da ordem de R$ 6,9 bilhões no segundo trimestre, o que representaria avanço de cerca de 15% ante igual período de 2025. Para o ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido), a estimativa aponta para uma taxa de 15,8%, em linha com o primeiro trimestre.