Unitree: quem é a empresa chinesa de robôs humanoides

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Unitree: quem é a empresa chinesa de robôs humanoides

Wang começou a construir robôs ainda na universidade e seguiu a linha de fazer máquinas mais baratas do que as rivais ocidentais. Ele estudou engenharia mecatrônica na Zhejiang Sci-Tech University, em Hangzhou, e afirma ter montado no primeiro ano um pequeno robô bípede por menos de US$ 30.

No mestrado, em Xangai, ele criou um protótipo de robô quadrúpede que ajudou a definir a estratégia da empresa. O XDog, desenvolvido na Shanghai University, trocou sistemas hidráulicos por motores elétricos para reduzir custos e chegou a ganhar segundo lugar em uma competição nacional de empreendedorismo.

Antes de fundar a Unitree, Wang trabalhou na DJI, fabricante de drones, e depois abriu a empresa com investimento-anjo. A reportagem diz que ele iniciou o negócio com 2 milhões de yuans (cerca de R$ 1,5 milhão) em capital e, anos depois, passou a ser tratado como um dos nomes mais jovens em encontros empresariais de alto perfil na China.

Robôs humanoides: por que ainda não viraram produto de massa

Especialistas apontam que os humanoides ainda fazem menos do que um humano em tarefas gerais de fábrica e logística. Grace Shao, que publica a newsletter AI Proem, resumiu o estágio atual: “Robôs humanoides simplesmente ainda não estão prontos para o mercado de massa”.

Parte do desafio está em fazer o robô generalizar tarefas quando o ambiente muda. Jiang Zheyuan, CEO da Noetix (startup de robótica), disse à publicação que “mesmo quando uma estratégia de manipulação funciona bem para uma tarefa específica, a taxa de sucesso costuma cair muito quando o ambiente muda um pouco. Por exemplo, deslocamento de objetos, iluminação diferente ou materiais diferentes na mesa”.