Previsão ainda indica que a inflação vai superar o teto da meta. Apesar dos recuos recentes, o índice deve fechar o ano acima do intervalo estabelecido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o índice oficial de inflação, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%).
Analistas mantêm expectativas estáveis para 2027, 2028 e 2029. Para o ano que vem, as projeções apontam para alta de 4,22% dos preços da economia nacional. Já para 2028 e 2029, as estimativas permanecem em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
Perspectiva de inflação para o mês de julho recuou para 0,07%. Se confirmada, a taxa a ser divulgada amanhã (11) corresponderá à quarta desaceleração consecutiva do IPCA. Já para agosto, as projeções apontam para uma deflação de 0,17%, guiada pelo abatimento do chamado “Bônus de Itaipu” sobre as contas de luz.
Juros
Relatório mantém a previsão para a taxa Selic ao final de 2026. As expectativas mostram que a taxa básica de juros ainda deve cair 0,25 ponto percentual neste ano, dos atuais 14% ao ano para 13,75% ao ano, com a redução sinalizada para a reunião de setembro. A manutenção surge após o Copom (Comitê de Política Monetária) realizar, na semana passada, o quarto corte consecutivo da taxa Selic.
Projeções para 2027, 2028 e 2029 também permanecem estáveis. As perspectivas dos analistas mostram a taxa básica de juros em 12%, 10,5% e 10% ao ano, respectivamente.
