A receita líquida da Qualicorp somou R$ 317,3 milhões no trimestre, queda de 7,5% em um ano. A empresa atribui o recuo à menor base média de vidas atendidas no período, resultado do fim da parceria com uma operadora de plano de saúde de menor porte, a última desse tipo que restava na carteira da companhia.
A carteira administrada pela empresa somou 480,5 mil vidas ao fim de junho, queda de 7,4% em relação ao primeiro trimestre. Descontado o efeito da operadora descontinuada, a base ficou em 466,6 mil vidas, com adição líquida de 700 vidas no trimestre. As vendas também desaceleraram em junho, mês de início da Copa do Mundo, segundo a empresa.
O Ebitda ajustado — indicador que mede a geração de caixa — somou R$ 120,8 milhões no trimestre, queda de 15,2% em um ano. A margem Ebitda ajustada, a fatia da receita convertida no indicador, caiu de 41,5% para 38,1%.
Os investimentos (capex) somaram R$ 4,5 milhões no trimestre, queda de 72,4% em relação ao mesmo período de 2025. O valor equivale a 1,4% da receita líquida do período e foi direcionado, segundo a companhia, à renovação de parte do parque tecnológico da Qualicorp.
A dívida líquida da Qualicorp era de R$ 779,4 milhões ao fim de junho, praticamente estável em relação aos R$ 777,9 milhões do primeiro trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a dívida líquida caiu 16%. A relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, a alavancagem da empresa, foi de 1,41 vez, ante 1,34 vez no trimestre anterior.
A Qualicorp registrou capital circulante líquido negativo de R$ 559,4 milhões ao fim de junho. Segundo as notas explicativas do balanço, o resultado decorre da transferência para o curto prazo da última parcela da sexta emissão de debêntures, que vence em junho de 2027, e da terceira parcela da sétima emissão, que vence em setembro de 2026.
