Para isso, precisa passar pelo crivo de agências regulatórias de outros países, sendo as principais do mundo a FAA (dos Estados Unidos), a EASA (da Europa) e a Anac (do Brasil). Quanto à EASA, a mídia chinesa relatou recentemente que a estatal chinesa solicitou a certificação do modelo na Europa.

No Brasil, apesar da manifestação da intenção da Total Linhas Aéreas em 2024 de operar o modelo, não há registro público de que a operação tenha tido continuidade junto à agência reguladora.
Hoje, o avião é operado pelas empresas Air China, China Eastern Airlines e China Southern Airlines em dezenas de rotas, com mais de 7 milhões de passageiros transportados desde que entrou em operação em 2023.
Antes de despontar com sucesso, a Comac precisará provar que consegue manter toda uma rede de suporte e apoios para seus aviões. Isso inclui oficinas de manutenção, hangares dedicados, treinamento de tripulações, estoque de peças e capacidade de entregar tudo isso onde o cliente estiver. Embora isso possa demorar, é visível que a empresa chinesa está jogando sério em um mercado marcado por um duopólio natural entre EUA e Europa.
Compare os concorrentes
C919
Passageiros: 158 a 174 passageiros
Envergadura: 35,8 m
Altura: 11,95 m
Comprimento: 38,9 m
Alcance: 5.555 km
Velocidade de cruzeiro: 834 km/h
