O Barcelona entra nos últimos dias da janela de transferências com uma mudança importante de postura. Se antes a prioridade era encontrar um novo atacante para completar o elenco, agora o clube trabalha com a possibilidade de terminar o mercado sem um grande reforço para o setor.
A exceção continua sendo Julián Alvarez, mas a postura do Atlético de Madrid tornou a negociação cada vez mais difícil. Diante desse cenário, segundo o jornal “Marca”, a diretoria blaugrana prefere preservar recursos e margem financeira para janeiro, quando poderá avaliar com mais calma a necessidade de buscar um centroavante.
A decisão também ganhou força pelo início de temporada da equipe. Hansi Flick está satisfeito com o que viu nas duas primeiras rodadas de LaLiga, nas quais o Barça venceu Elche e Athletic Bilbao, marcou sete gols e não sofreu nenhum.
Raphinha assumiu a função de falso nove e já balançou as redes três vezes, enquanto Fermín López também soma três gols. O rendimento ofensivo, portanto, diminuiu a urgência por uma contratação imediata, mesmo com a ausência de reposição direta para Robert Lewandowski e Ferran Torres.
Barcelona é claro: Julián Alvarez ou nenhuma outra opção
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O planejamento do Barcelona para o ataque ficou praticamente condicionado a um único nome. Julián Alvarez era o principal alvo e continua sendo o único atacante capaz de alterar a estratégia definida para os últimos dias do mercado.
O problema está do outro lado da negociação: o Atlético de Madrid não demonstra disposição para abrir conversas, o que deixou o Barça diante de uma escolha entre insistir por uma operação extremamente complicada ou simplesmente adiar o investimento.
A boa resposta da equipe nas primeiras partidas de 2026/27 ajudou a diretoria a tomar a segunda decisão. Com Raphinha funcionando como falso nove e outras peças oferecendo alternativas ofensivas, o clube interrompeu a busca por outros nomes.
Não se trata, porém, de abandonar a ideia de contratar um centroavante. A avaliação será retomada em janeiro, levando em consideração o desempenho ofensivo do time, eventuais lesões e, principalmente, quais jogadores estarão disponíveis no mercado.
A cautela financeira faz parte dessa equação. O Barcelona quer chegar à próxima janela em condições de fazer um investimento importante caso Flick identifique uma necessidade no ataque. Por isso, uma contratação de peso nos últimos dias deste mercado não está nos planos neste momento.
A situação pode mudar se o clube catalão concretizar saídas relevantes, como as negociações envolvendo Casadó, que pode render entre 25 e 30 milhões de euros, ou Héctor Fort, avaliado em cerca de 15 milhões. Nesse caso, a diretoria não descarta atender a uma eventual solicitação do treinador.
A defesa também aparece como setor que pode sofrer alguma alteração. O empréstimo de Ronald Araújo para o Liverpool e a provável transferência de Álvaro Cortés reduzem as opções, embora Flick ainda conte com Cubarsí, Gerard Martín, Koundé, Christensen e Eric García. A possibilidade de buscar um zagueiro está sendo discutida entre o treinador e Deco, mas qualquer movimento seguirá ligado à necessidade de preservar espaço dentro das regras de fair play financeiro.
Jovem atacante egípcio ganha espaço no planejamento
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Enquanto o mercado não entrega a contratação desejada, o Barcelona também olha para dentro do próprio elenco. E um dos nomes que ganhou força durante a pré-temporada foi Hamza Abdelkarim. O atacante egípcio, de apenas 18 anos, terminou o período de preparação como artilheiro do Barça e chamou a atenção justamente em uma posição que o clube ainda considera carente.
Hamza não entrou em campo nas duas primeiras rodadas de LaLiga, mas isso não representa uma mudança na avaliação interna. Pelo contrário. A direção e a comissão técnica continuam confiando no jovem, enquanto Flick enxerga nele uma alternativa interessante para o ataque.
A ideia não é transformar imediatamente o egípcio em titular ou atribuir a ele uma responsabilidade que ainda não corresponde ao seu estágio de formação, mas oferecer oportunidades no time principal sempre que o contexto permitir.
O atacante apresenta características de um centroavante clássico e tem uma constituição física que vem sendo trabalhada de maneira específica pelo clube. A participação pela seleção principal do Egito na última Copa do Mundo também contribuiu para seu amadurecimento competitivo, já que ele entrou nos minutos finais de quase todas as partidas.
O Barça, contudo, não pretende acelerar o processo. Dentro do clube existe a consciência de que Hamza ainda terá momentos de menor participação sob o comando de Flick. É justamente por isso que o planejamento prevê uma ligação permanente com o Barça Atlètic, comandado por Juliano Belletti. O egípcio deverá atuar pela equipe de base quando não receber minutos no time principal.
A estratégia busca evitar um problema comum para jovens jogadores que passam a treinar e competir em um nível acima: ficar semanas sem entrar em campo. Para o Barça, ter Hamza à disposição no time principal é importante, mas garantir que ele continue acumulando minutos também faz parte do desenvolvimento. Dessa forma, a comissão técnica pode utilizá-lo de acordo com a evolução da temporada, sem precisar colocá-lo em uma posição de protagonismo antes da hora.
Paralelamente, a alta cúpula blaugrana trabalha para atualizar o contrato do jovem. O vínculo assinado quando ele chegou às categorias de base já não corresponde ao status que o jogador alcançou depois da ascensão recente. De acordo com o jornal “Sport”, a diretoria estuda um aumento salarial compatível com seu novo papel e, principalmente, uma elevação significativa da cláusula de rescisão, atualmente fixada em 15 milhões de euros.
