Planalto diz que Trump defendeu a preservação de vínculos comerciais e pediu que equipes voltassem a se reunir. Em nota, o governo afirmou que o presidente americano “concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível”.
Brasil também é alvo de uma tarifa de 12,5% aplicada pelos EUA sob alegação de falhas no combate ao trabalho forçado. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) afirmou que a alíquota foi aplicada a dezenas de países e não teve um pacote de exceções negociado sob medida para o Brasil.
Ministério do Desenvolvimento estima que a tarifa de 25% atinge 18% das exportações brasileiras aos EUA, o equivalente a US$ 7,4 bilhões em 2024. Se considerada a pauta exportadora de 2025, o governo calcula que a participação dos setores alcançados cai para 15% das vendas, ou US$ 5,8 bilhões.
O que está em jogo
Tarifa de 25% faz parte de um pacote que prevê exceções para itens considerados estratégicos pelos EUA. A lista divulgada por Washington tem mais de 2.200 itens e inclui, entre outros, carnes bovinas, frutas, café, minerais, fertilizantes e aeronaves.
Com a tarifa de 12,5% somada à de 25%, parte dos produtos brasileiros pode enfrentar uma taxa acumulada de 37,5% para entrar no mercado americano. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que 3.985 produtos passariam a enfrentar a tarifa adicional combinada, e estimou prejuízo de US$ 12,4 bilhões em vendas ao mercado norte-americano.
