Uber demitirá 10% dos funcionários no maior corte desde a pandemia de Covid-19

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Uber demitirá 10% dos funcionários no maior corte desde a pandemia de Covid-19

Para defender sua posição, a Uber planeja investir mais de US$10 bilhões em robotáxis nos próximos anos, apoiando as empresas que desenvolvem sistemas de ‌direção autônoma e se posicionando como um mercado de referência para viagens sem motorista.

“À medida que a tecnologia de veículos autônomos e os relacionamentos crescem e se expandem, é necessário um tipo diferente de ‌funcionário para escalar esse negócio, em comparação ‌com um modelo baseado em motoristas humanos e todos os custos operacionais envolvidos, incluindo as camadas de gestão”, disse Adam Ballantyne, analista da Cambiar Investors, acionista ⁠da Uber.

Como parte da reestruturação anunciada na quarta-feira, a Uber reduzirá em 20% o número de funcionários que ocupam sete ou mais níveis hierárquicos abaixo do presidente-executivo e cortará pela metade o número de equipes com apenas um ou dois subordinados diretos. A empresa também combinará algumas equipes e concentrará grande parte de sua equipe em ​centros estratégicos.

A empresa também limitará as ​funções totalmente remotas a cerca de 1% dos funcionários, mantendo, ao mesmo tempo, a política de três dias de trabalho presencial no escritório.

As demissões em massa, divulgadas inicialmente pela Bloomberg News, são as maiores da Uber desde maio de 2020, quando um colapso na demanda causado pela pandemia a obrigou a cortar 6.700 empregos, ou quase um quarto de sua equipe.

De acordo com reportagens veiculadas pela mídia, a empresa também está enfrentando dificuldades com os custos da IA, depois que os funcionários utilizaram todo o orçamento de ⁠2026 destinado à tecnologia em apenas quatro meses.