No período, foram registrados 334 depósitos em espécie, que somaram R$ 1,96 milhão. Segundo a instituição financeira, o fracionamento das operações poderia indicar uma tentativa de dificultar a identificação da origem do dinheiro.
Weiss também teria transferido R$ 200 mil ao cunhado. Os dois aparecem como sócios de holdings que, na suspeita do Ministério Público, podem ter sido utilizadas para ocultar e incorporar valores ao patrimônio familiar.
De acordo com a apuração, Weis atuou na resposta interna à primeira fase da Operação Ìcaro, que revelou o escândalo na Fazenda paulista. Como diretor-geral, ele criou um grupo de trabalho para revisar processo de ressarcimento do ICMS sob suspeita.
Advogado multiplicou por dez patrimônio
O outro preso da operação é o advogado João André Buttini de Moraes, que é apontado como principal operador do esquema junto à Secretaria da Fazenda. Segundo a apuração, ele atuava em benefício de grandes redes como Via/Casas Bahia, Supermercado Dia, Assaí e Ipiranga.
Segundo a colaboração premiada de Prado, Buttini de Moraes viabilizou o pagamento de R$ 13,6 milhões em propinas entre 2021 e 2025. Ele também é suspeito de estruturar uma sofisticada engrenagem de lavagem de dinheiro, por meio de pessoas jurídicas, que desaguavam em contas pessoais sob a forma de dividendos isentos de tributação.
