Investimentos de pessoas físicas crescem 6,4% a R$ 9,1 trilhões no semestre

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Investimentos de pessoas físicas crescem 6,4% a R$ 9,1 trilhões no semestre

Investimentos do varejo tradicional cresceram 7,3%. Títulos e valores mobiliários, como títulos públicos, ações, CDBs, LCIs e LCAs, avançaram 7,3% no semestre, alcançando R$ 1,3 trilhão. Dentro dessa categoria, os títulos públicos tiveram crescimento de 27,4%, seguidos pelas LCIs, com alta de 21,2%, e pelas ações, que avançaram 12,1%.

O aumento da participação do investidor de varejo em produtos mais sofisticados, como ações, LCIs, reflete um fortalecimento da educação financeira. Cada vez mais, os brasileiros demonstram maior conhecimento sobre as alternativas disponíveis e apetite para diversificar suas aplicações. Luciane Effting, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima

Na renda fixa, os títulos públicos registraram o maior crescimento percentual do semestre, com alta de 32,9%. O avanço foi liderado pelo segmento private, que aumentou suas posições em 56,9%, seguido pelo varejo tradicional, com alta de 27,4%, e pelo varejo alta renda, com crescimento de 26%.

O ambiente de juros elevados tornou os títulos públicos mais atrativos em todos os segmentos. No private, o movimento veio acompanhado de uma entrada expressiva de novos investidores no produto: o número de contas em títulos públicos cresceu quase 60% no semestre. No varejo, a expansão também reflete medidas que facilitaram o acesso da pessoa física, como a simplificação das plataformas e a criação de produtos voltados a objetivos específicos, como o Tesouro Educa+ e o Renda+. Luciane Effting, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima

Produtos isentos de Imposto de Renda cresceram 2%. Aplicações em LCIs, LCAs, CRIs, CRAs e debêntures incentivadas somaram R$ 1,5 trilhão ao fim de junho. A LCI foi o destaque da categoria, com saldo de R$ 515,8 bilhões e crescimento de 13,7%, impulsionado principalmente pelo varejo tradicional, cuja alocação avançou 21,2%.

Nos fundos de investimento, o patrimônio alcançou R$ 2,2 trilhões, crescimento de 9,6% no semestre. O avanço foi de 15,8% no varejo tradicional, 10,1% no varejo alta renda e 6,6% no private. Entre os destaques estiveram os fundos estruturados. No varejo, os FIIs cresceram 24,2%, os FIDCs 23,3% e os FIPs 23%. Já no private, as maiores altas ocorreram nos FIPs, com 31,5%, e nos FIIs, com 30,4%.