O Deepfield reúne dados da rede, como telemetria, DNS e BGP, e os cruza com o Secure Genome, base da Nokia sobre o contexto de segurança da internet. A plataforma cria uma referência do tráfego normal, procura desvios e gera estratégias de mitigação que podem ser executadas automaticamente por roteadores ou sistemas dedicados.
O Genome Shield amplia essa lógica. A camada mantém políticas de proteção na borda da rede e pode bloquear a comunicação entre dispositivos comprometidos e os servidores de comando e controle das botnets antes do disparo do ataque. A Nokia oferece configurações destinadas a provedores regionais e a grandes operadoras, com capacidade que vai de centenas de gigabits por segundo à escala de terabits.
O Deepfield protege a disponibilidade da rede contra DDoS, mas não resolve sozinho toda a segurança dos dados de uma empresa. Controle de acesso, atualização de sistemas, cópias de segurança, proteção contra sequestro de informações e treinamento dos funcionários continuam necessários.
Cainé alerta que a discussão começa antes da compra de uma plataforma. Sistemas desatualizados, senhas de fábrica, softwares sem licença e dispositivos de origem duvidosa ampliam a superfície de ataque. Nas empresas, a política de segurança precisa incluir a aplicação de correções, a atualização da infraestrutura e a formação de quem acessa os sistemas.
“As ameaças mudam a cada dia. Boa parte dos problemas é causada pelo desconhecimento das pessoas, que acessam um link indevido, compartilham informação sem saber ou clicam onde não devem”, diz o executivo.
Um computador comprometido pode abrir caminho para o roubo ou o sequestro de informações. Dependendo do sistema atingido, a empresa pode perder dados de clientes, faturamento ou até a capacidade de emitir faturas. Cainé relata ter visto administrações públicas sem conseguir processar a folha de pagamento depois de incidentes de segurança.
