Relatório mostra emprego nos EUA mais forte do que esperado por mercados

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Relatório mostra emprego nos EUA mais forte do que esperado por mercados

Taxa de desemprego dos EUA permaneceu em 4,1% em agosto, mesmo patamar de julho. Analistas consultados pelo Projeções Broadcast previam uma taxa de 4,2%. O salário médio por hora aumentou 0,3%, ou US$ 0,1, a US$ 37,75, na comparação mensal de agosto. Analistas esperavam alta de 0,3%. Na comparação anual, houve aumento salarial de 3,09% em agosto. O consenso do mercado era de ganho de 3,0%.

Resultado eleva a atenção sobre os próximos dados de inflação. Para economistas e agentes do mercado financeiro, os dados também fortalecem as apostas em uma postura mais rígida do Federal Reserve na decisão de juros deste mês. No último encontro, o Banco Central americano manteve a taxa de juros de referência na faixa entre 3,50% e 3,75%, mas os diretores do órgão têm alertado que as pressões inflacionárias e a resiliência da atividade econômica podem levar a um aumento dos juros neste ano.

Trata-se de um relatório bastante positivo para o mercado de trabalho americano, que reduz significativamente as dúvidas sobre um possível desaquecimento da economia dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, um mercado de trabalho mais vigoroso representa um potencial risco inflacionário, porque sugere que a demanda americana pode continuar robusta nos próximos meses. Leonel Oliveira Mattos, economista na StoneX

Para o Federal Reserve, os riscos relacionados ao pleno emprego permanecem baixos. Neste momento, os principais riscos parecem estar concentrados no lado da inflação, apontam economistas. Por isso, ganha ainda mais importância a divulgação do CPI americano, índice de preços ao consumidor, na próxima sexta-feira, dia 11. O indicador será a última leitura relevante de inflação antes da decisão de juros do Federal Reserve, marcada para 16 de setembro.

Ao mostrar um mercado de trabalho ainda vigoroso, reduzir a percepção de riscos de uma desaceleração da atividade e, ao mesmo tempo, apontar para possíveis pressões inflacionárias decorrentes de uma demanda mais aquecida, o relatório de emprego aumenta as apostas em uma postura mais restritiva do Fed na decisão de setembro. Esse movimento favorece os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os Treasuries, aumenta a atratividade dos ativos denominados em dólar e contribui para o fortalecimento da moeda americana globalmente, pressionando o real. Leonel Oliveira Mattos, economista na StoneX