Plataformizados trabalham mais horas do que outros profissionais. O estudo mostra que os trabalhadores de aplicativos atuam, em média, 44,7 horas por semana, contra 39,3 horas trabalhadas pelos demais profissionais na função principal exercida. Na comparação com 2022, houve uma redução de 1,7 hora na jornada semanal média dos trabalhadores por aplicativo.
Renda mensal dos profissionais é equivalente à de outros setores. Apesar de uma jornada maior de trabalho, os profissionais de aplicativos receberam um rendimento médio mensal de R$ 3.148. A estimativa é similar à registrada para aqueles que atuam fora das plataformas (R$ 3.147). Os números indicam um rendimento por hora 12% inferior para os trabalhadores de aplicativos.
Rendimento dos plataformizados permaneceu estável ante 2024. A comparação contrasta com a alta de 4,1% da renda dos demais ocupados do setor privado. Segundo o IBGE, a manutenção indica que os profissionais não foram registrados. Entre 2022 e 2025, o rendimento dos trabalhadores por aplicativo registrou uma pequena oscilação (1%), o dos demais ocupados cresceu 10,6%.
A estabilidade dos rendimentos médios dos trabalhadores plataformizados, quando comparados a 2024, reflete o fato de que não foi registrado nenhum ganho real no rendimento de condutores de automóveis e motocicletas por aplicativo nesse período. […] Essas categorias representam a maior parte dos plataformizados.
Gustavo Geaquinto Fontes, pesquisador do IBGE
Flexibilidade lidera motivação para o trabalho por aplicativo. A razão é citada por 26,8% dos plataformizados. Na sequência, aparecem aqueles que alegam recorrer às plataformas por não conseguirem encontrar outro emprego (24,6%) e os que avaliam ter um rendimento maior do que em outros trabalhos disponíveis (20,8%). O complemento da renda é a motivação para 16,6%, principalmente entre os que utilizam os apps como atividade secundária (87,7%).
Perfil

Homens mantêm presença majoritária entre os plataformizados. O estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que 84,4% dos quase 2 milhões de profissionais de aplicativos são do sexo masculino. O percentual é significativamente superior à parcela de 58,2% registrada entre todos os ocupados do mercado de trabalho.
