‘Detetives da web’ da Coreia do Sul ajudam vítimas de deepfakes e violência sexual online

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‘Detetives da web’ da Coreia do Sul ajudam vítimas de deepfakes e violência sexual online

Levantamentos, como o que foi feito pela empresa australiana Security Heroes, estimam que mais da metade das vítimas de deepfakes pornográficos no mundo sejam sul-coreanas. Essa tendência está aumentando em todas as faixas etárias.

Além da remoção de conteúdos, o centro e suas 17 filiais regionais oferecem apoio psicológico e jurídico às vítimas, que vêm aumentando cada vez mais. Desde sua inauguração, o centro já atendeu 53 mil pessoas e removeu da internet mais de 1 milhão de conteúdos sexuais ilícitos, um trabalho necessário que, muitas vezes, encontra obstáculos desafiadores.

“A maioria dos vídeos está hospedada em sites ilegais. Por isso, o provedor de hospedagem não aprova nosso pedido de remoção. Nesse caso, a polícia pode intervir e fazer com que o site em questão seja fechado. Também existe o problema dos sites hospedados no exterior, mas, em 80% dos casos, eles estão nos Estados Unidos, e as autoridades norte-americanas colaboram conosco para remover esses conteúdos hospedados em seu território”, acrescenta Kim Hyojung.

Impacto na saúde psicológica

O foco do trabalho das “detetives da web” é voltado para conteúdos pornográficos, às vezes violentos, às vezes de pornografia infantil, que as mulheres do centro têm de revisar todos os dias para removê-los. Tudo isso gera uma carga emocional para as profissionais envolvidas nas sondagens. Park, que precisa manter o anonimato para realizar seu trabalho, explica o impacto que isso pode ter em sua saúde.

“Todas nós somos bastante afetadas emocional e psicologicamente por essa atividade. Pela experiência de colegas com quem já trabalhei, algumas desenvolveram insônia, outras começaram a chorar ao ver certas publicações ou perderam o apetite a ponto de pular refeições”.