Operação fortalece a estratégia de crescimento da instituição controlada pelo Banco do Brasil na Argentina. Com a aquisição, o Patagonia reforça a presença no mercado argentino na base de clientes e na cobertura geográfica, especialmente em alguns dos principais centros urbanos e produtivos do país.
Bind diz que negócio faz parte de reposicionamento estratégico. O banco pretende concentrar suas atividades no segmento corporativo e na oferta de serviços de banking as a service (BaaS), deixando as operações de varejo para focar no atendimento a clientes de infraestrutura e grandes empresas. Entre os clientes dessa plataforma está o banco digital brasileiro Inter, que recentemente anunciou o início de suas operações no mercado argentino.
Na avaliação dos analistas do Citi, a operação tem relevância estratégica maior do que seu impacto financeiro. O banco destaca que a aquisição sugere que o Banco do Brasil vê o Patagonia como uma plataforma de crescimento na Argentina, e não como uma fonte potencial de geração de capital para a matriz.
Segundo o Citi, o negócio reduz a probabilidade de que o Patagonia seja utilizado em iniciativas de gestão de capital. Isso ocorreria por meio de distribuição de dividendos extraordinários, venda de participação ou outras medidas de otimização de balanço. Para os analistas do banco americano, a transação representa uma demonstração de compromisso de longo prazo do grupo com o mercado argentino.
A aquisição reforça a visão de que o Patagonia é uma plataforma de crescimento para o Banco do Brasil, e não uma fonte potencial de capital. Gustavo Schroden, Brian Flores e Arnon Shirazi, analistas do Citi
