Na entrevista coletiva após a decisão, o presidente do Fed, Kevin Warsh, explicou que a unanimidade na reunião de hoje refletiu um conjunto de fatores, como o fortalecimento da economia, a persistência da inflação e os riscos geopolíticos. Na nossa visão, o cenário econômico atual, somado à comunicação do Fed, deve levar a mais uma alta nos juros ainda em 2026. Felipe Mecchi, economista do C6 Bank
No Brasil, houve o quinto corte seguido. O Copom (Comitê de Política Monetária reduziu a taxa básica de juros da economia brasileira de 14% para 13,75% ao ano. A decisão repetiu os movimentos realizados nas reuniões do colegiado do Banco Central em março, abril, junho e agosto.
O Copom não sinalizou os próximos passos, mas deixa a porta segue aberta para um novo corte na próxima reunião. A decisão final dependerá da evolução dos dados até lá. A leitura é de continuidade, com serenidade, cautela e política monetária dependente de dados. Vitor Kayo, economista sênior da Nomad
O corte veio em linha com o que o mercado já estava precificando. Tivemos deflação no último mês e temos visto uma atividade econômica perdendo força. Apesar da melhoria recente, o Banco Central deixou claro que as próximas decisões vão depender do cenário econômico. Gustavo Danilo, analista de renda fixa da Manchester Investimentos
Agentes econômicos fazem apostas para próximos movimentos de juros. Há duas correntes entre analistas e investidores no mercado. Uma parte prevê que o Copom manterá a Selic em 13,75% ao ano até o fim de 2026 para proteger o real da alta de juros nos Estados Unidos. Já outro grupo aposta na continuidade da flexibilização monetária porque o próprio Banco Central teria reconhecido que o enfraquecimento da atividade econômica está se espalhando pelo Brasil.
A maior confiança em uma melhora no panorama fiscal pode levar a uma reancoragem das expectativas da inflação e permitir a aceleração dos cortes na Selic. Por outro lado, novos aumentos de despesas públicas podem trazer mais riscos, inclusive via depreciação no cambio, o que pode levar o Copom a uma pausa no ciclo de cortes e a manutenção da Selic mais alta por mais tempo. Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter
