Dados econômicos devem guiar os próximos passos do BC. A declaração no comunicado do Copom é a mesma levantada por alguns analistas. Ao prever a manutenção dos juros até o fim de 2026, Diogo Guillen, economista-chefe do Itaú, avalia que o cenário ainda pode mudar até a próxima definição. “Continuaremos acompanhando atentamente esses desenvolvimentos”, afirma.
Incerteza fiscal é citada como impeditivo para novos cortes. O compromisso com as contas públicas é lembrado como determinante para o andamento dos juros. Em relatório assinado por cinco analistas, o BTG destaca que a interrupção do ciclo de cortes após as eleições vai permitir entender a estratégia fiscal da próxima administração.
Mantemos nossas projeções Selic de 13,75% no final de 2026 e 12,5% no final de 2027. Uma desaceleração mais acentuada na atividade e no crédito, acompanhada por uma melhora adicional na inflação, poderia sustentar cortes adicionais neste ano, mas isso permanece fora do nosso cenário base. Tiago Berriel, Mateus Della, Iana Ferrão, Ederson Schumanski e João Aveiro, analistas do BTG
Ata do Copom e Relatório de Política Monetária estão no radar. As divulgações da próxima semana são vistas como determinantes para entender a postura do BC e as expectativas para a inflação e o crescimento econômico. “Vamos analisar nossa trajetória em relação a Selic após a divulgação da ata da reunião na próxima semana”, analisa Ramos.
Projeções para o ano que vem indicam cortes a partir de janeiro. Com a estimativa do Focus para este ano mantida em 13,75% ao ano, a mediana entre os analistas aponta para uma nova redução de 0,25 ponto percentual da taxa Selic em 27 de janeiro. “A gente continua com o cenário base de pausa na próxima reunião, mas vendo que a probabilidade de taxas de juros menores ao longo de 2027 vem ganhando peso”, afirma Rafael Cardoso, economista-chefe do Daycoval.
Para 2027, os cortes podem continuar em um cenário de maior credibilidade na política fiscal, com evidências de maior controle no crescimento dos gastos. Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter
