Apex aponta R$ 23 mi sem lastro e pede para ampliar bloqueio de Cinelli

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Apex aponta R$ 23 mi sem lastro e pede para ampliar bloqueio de Cinelli

Documentação entregue à administradora judicial estaria incompleta. A defesa afirma que a Laspro Consultores, auxiliar nomeada pela Justiça, registrou pendências na entrega de documentos de diferentes empresas do grupo. Por isso, Cinelli pede acesso simultâneo a todos os extratos, balancetes, relatórios e demais arquivos fornecidos à Laspro que possam ser usados para fundamentar acusações ou restrições contra ele.

Cinelli afirma que as operações ligadas à CVC faziam parte de uma estratégia do grupo. Segundo a defesa, as 5,95 milhões de ações registradas em nome do empresário foram adquiridas com recursos próprios, mas integravam formalmente o bloco Apex/Carbyne. O acordo de acionistas estabelecia atuação conjunta, restrições à negociação dos papéis e responsabilidade solidária entre os participantes, argumentam os advogados.

Recursos transferidos posteriormente teriam sido usados em chamadas de margem e operações a termo. A defesa afirma que os pagamentos não financiaram a aquisição das ações pessoais de Cinelli. Os R$ 1 milhão relacionados à movimentação de 14 de maio e os R$ 3 milhões transferidos no dia seguinte teriam sido destinados à manutenção da posição do bloco na CVC.

Documentos indicariam aportes de R$ 4,69 milhões e uma liquidação de R$ 4,64 milhões. Segundo a petição, o débito de R$ 4,64 milhões foi registrado em 22 de julho como liquidação de operação a termo de ações. A defesa afirma que a posição terminou com resultado negativo e que os valores depositados como margem foram consumidos na operação, sem benefício econômico para Cinelli.

Diferença de R$ 100 mil ainda dependeria de conciliação. Sobre o questionamento da Apex de que uma transferência de R$ 1,1 milhão superou em R$ 100 mil a chamada de margem apresentada, a defesa afirma que o saldo precisa ser examinado a partir dos registros contábeis que permanecem sob controle da atual administração. Os advogados argumentam que a diferença não permite presumir desvio de todos os valores.

Aporte no Propósito Previdência teria sido operacionalizado pela diretoria financeira. A defesa diz que os R$ 900 mil foram destinados à recomposição de fluxo provocada por resgates e que mensagens corporativas demonstram que a operação partiu da própria área financeira, sem autorização prévia de Cinelli. Segundo os advogados, o uso de um plano em nome do executivo era necessário porque o produto previdenciário precisava ser contratado por uma pessoa física.