Emmy 2026: Matthew Rhys faz história

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Emmy 2026: Matthew Rhys faz história

Por Ana Claudia Paixão – via MiscelAna

Se errei alguma previsão no Emmy, foi porque não entrei em detalhes e porque subestimei Sally Field. Erro meu: uma atriz com dois Oscars e, agora, quatro Emmys obviamente chegava com força. Também não acreditei que The Diplomat daria a Allison Janney seu oitavo Emmy, embora ela fosse favorita. Não gosto da série, acho um dramalhão excessivo, mas Janney é, disparado, a melhor coisa nela. Com a vitória, empatou com Jean Smart, Julia Louis-Dreyfus e Cloris Leachman no recorde de Emmys de atuação.

A pergunta agora é: The Pitt bateu no teto? A série ainda levou melhor drama e ator, com Noah Wyle, mas perdeu força nas demais categorias de atuação. Quando quase todo o elenco é indicado, os votos se dividem e produções com menos concorrentes internos encontram espaço. É também o desgaste natural que atingiu The Bear e Hacks: depois de anos ganhando tudo, os votantes começam a procurar quem possa derrubar o favorito. Succession foi a rara exceção.

Na comédia, Widow’s Bay fez uma varredura merecidíssima, levando série, ator, coadjuvantes, direção e roteiro. Depois de anos em que The Bear, um drama de meia hora, e Hacks, um drama sobre uma comediante, ocuparam o espaço de comédias genuínas como Abbott Elementary e Only Murders in the Building, venceu uma série efetivamente engraçada. Ano passado foi The Studio; agora, Widow’s Bay. Jean Smart, porém, permaneceu intocável: ganhou por todas as cinco temporadas de Hacks.

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Matthew Rhys leva dois prêmios do Emmy 2026

Imagem: Amy Sussman/Getty Images

Matthew Rhys foi a grande história competitiva da noite. Venceu como protagonista de comédia por Widow’s Bay e de minissérie por The Beast in Me, tornando-se o primeiro homem a ganhar duas categorias de protagonista no mesmo Emmy. Como já havia vencido por The Americans, em 2018, tornou-se também o primeiro ator premiado como protagonista em drama, comédia e minissérie. É a consagração definitiva de alguém que durante anos foi apenas “o excelente Matthew Rhys de The Americans“.

Houve ainda a reparação histórica de Rhea Seehorn, finalmente premiada por Pluribus depois de atravessar Better Call Saul sem o Emmy que merecia, e o momento emocionante de Michael J. Fox, homenageado por transformar sua luta contra o Parkinson em décadas de ativismo e financiamento de pesquisas. A despedida de Dolly Parton, conduzida por Sally Field e Reba McEntire, o In Memoriam e os reencontros de Buffy e Charlie’s Angels deram à noite sua necessária memória afetiva.

E Mariska Hargitay foi sensacional. Entrou cantando Joan Jett, brincou com o cinema e até com Nicole Kidman, sem transformar a cerimônia em palanque. Filha de uma lenda e cria de Hollywood, conhece aquele universo e fez um humor seguro, afetuoso e natural. Uma aposta perfeita.

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Imagem: Divulgação