O resultado [do IPCA-15] foi fortemente influenciado pelo desconto temporário nas contas de energia elétrica proporcionado pelo Bônus de Itaipu. Em setembro, veremos a reversão deste movimento.
Departamento de Pesquisa Econômica do Daycoval
Apesar do alívio nos últimos meses, ainda vemos fatores que devem manter a inflação pressionada daqui para frente, como o mercado de trabalho aquecido e a perspectiva de desvalorização do real.
Claudia Moreno, economista do C6 Bank
El Niño
Impacto do El Niño entra no radar dos analistas. O fenômeno, que resulta do aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, é acompanhado por seu potencial de pressionar os preços dos alimentos. Gabriel Pestana, economista da Genial Investimentos, avalia que o choque provocado pela alteração climática ainda pode aparecer nos índices de inflação.
Começaremos a ver a reversão da deflação de alimentos observada nos últimos meses, à medida que as commodities agrícolas já refletem as pressões do El Niño.
André Valério, economista sênior do Inter
Clima mais adverso pode prejudicar a safra agrícola. A perspectiva negativa envolve a possibilidade de redução da oferta devido a problemas climáticos. Com menor disponibilidade de produtos, os preços tendem a subir. “Os riscos [para a inflação de alimentos] se concentram na expectativa de um clima mais adverso no segundo semestre com a ocorrência do El Niño intenso”, analisa o Departamento de Pesquisa Econômica do Daycoval.
