Mesmo artistas mais abertos à tecnologia têm evitado assinar contratos agora, enquanto tentam definir regras de pagamento e proteção de reputação. Representantes querem um arcabouço financeiro e legal que garanta remuneração por novos produtos e mecanismos para impedir usos indesejados do nome e da voz.
Gravadoras e plataformas de streaming também tentam convencer investidores de que têm uma estratégia vencedora em IA. Segundo a Bloomberg, o receio sobre o impacto da tecnologia no negócio ajudou a derrubar as ações de empresas como Universal, Warner e Spotify.
Warner, Universal e Merlin assinaram acordos com a Udio, que permite gerar músicas com IA a partir de um texto digitado. A Warner também fechou com a Suno, que oferece recursos parecidos e permite baixar e compartilhar as faixas criadas, enquanto Universal e Merlin trabalham com o Spotify em um recurso de remix com IA.
Executivos dizem que artistas já concordaram em participar, mas não divulgam nomes e admitem que o processo é trabalhoso. “É um pouco complexo, dá trabalho, e todos nós estamos trabalhando nisso. Mas é algo pelo qual todos nós temos que passar, e estamos passando”, disse Robert Kyncl, CEO do Warner Music Group, em uma chamada com analistas.
Por que o aval dos artistas virou o ponto central
Antes de fechar parte desses acordos, Universal e Warner chegaram a processar startups de IA por suposta violação de direitos autorais. A Sony, por sua vez, adotou uma postura mais cautelosa e ainda está em litígio contra as duas empresas citadas na reportagem.
