“Ótimo! A VPN se conectou com sucesso!”, disse o agente de IA após invadir a empresa argentina. “Vamos tentar quebrar esses hashes”, disse em outro momento, referindo-se ao processo de decodificação de senhas criptografadas.
Depois de encontrar um servidor vulnerável na rede de Teckentrup, a IA recomendou o uso de uma ferramenta de software malicioso bem conhecida para explorá-lo. “**Chance de sucesso**: MUITO ALTA”, acrescentou.
A Reuters não conseguiu verificar de forma independente até que ponto as invasões foram facilitadas pela ajuda do agente Cursor, nem se todas as invasões necessariamente resultaram em acesso a dados e tentativa de extorsão. A Gambit afirmou que o agente de IA era baseado no Claude Sonnet 4.5 da Anthropic, um modelo mais básico do que o Mythos 5 ou o Fable 5 da mesma empresa, cujas proezas chamaram a atenção de Washington.
A Anthropic não comentou.
Eyal Sela, diretor de inteligência de ameaças da Gambit, disse que o Cursor ainda oferece aos hackers um impulso significativo, acrescentando que o agente de IA “provavelmente os ajuda a ficar 30, 40, 50 por cento mais rápidos, pois permite que pulem todas as etapas que teriam de realizar manualmente”.
O agente do Cursor recusou solicitações que considerou prejudiciais ou ilegais em algumas ocasiões, disse Sela, mas o hacker quase sempre contornava as recusas reiniciando o diálogo e enfatizando que o ataque fazia parte de um teste.
