Apenas os investimentos em tecnologia e inovação ultrapassarão R$ 2 bilhões, incluindo a evolução de agentes de inteligência artificial e o Large Commerce Model (LCM), modelo de IA generativa desenvolvido pelo iFood em conjunto com a Prosus para o comércio e o delivery. A IA vai aprender com cliques, buscas, compras, cancelamentos e avaliações dos usuários para interpretar intenção de compra, gerando notificações e recomendações mais precisas.
A empresa também amplia o acesso a crédito pelo iFood Pago, voltado a pequenos e médios negócios, que representam mais de 70% da base de parceiros e historicamente têm dificuldade de acesso ao sistema bancário tradicional.
Com o aumento de pedidos na plataforma, a previsão é de crescimento de quase 20% no volume total de renda gerada para entregadores, dos quais mais da metade vem de aporte direto do iFood. Além disso, os investimentos em ações de impacto social continuarão sendo feitos, como o programa Meu Diploma do Ensino Médio. “Entendemos que é muito importante o processo de evolução educacional dos entregadores. Hoje somos o maior formador do ensino médio no Brasil pós a idade que é a idade de ensino médio”, diz Barreto. Segundo ele, 7 mil empregadores se formam a partir dos programas financiados pela empresa. A empresa também informa que a rede de pontos de apoio instaladas nas cidades para descanso dos profissionais – com banheiros, bebedouros de água, tomadas para carregar o celular, internet e áreas de refeição – cresceu 90%.
Embates
No ano passado, o iFood processou a concorrente 99Food por prática de concorrência desleal e publicidade comparativa ilícita, a partir de campanhas publicitárias associadas ao relançamento da operação em 2025. Em maio deste ano, a 1ª Vara Empresarial e Conflitos de Arbitragem da Justiça de São Paulo condenou a 99Food, mas a rival afirmou que irá recorrer da decisão e que é “uma alternativa real para consumidores, entregadores e restaurantes”.
Há três anos, o iFood assinou com o Cade um acordo que ficará vigente até meados de 2027, com o objetivo de remediar os efeitos de supostas infrações concorrenciais no mercado nacional de entrega de refeições, por meio da celebração de compromissos de exclusividade com restaurantes parceiros, com efeitos alegados de fechamento de mercado e aumento de barreiras à entrada.
