As novas encomendas — maior componente do índice — registraram a queda mais acentuada em mais de três anos, com contrações mais intensas nas categorias de bens de consumo e de bens intermediários.
A demanda internacional por produtos brasileiros voltou a se deteriorar, embora em ritmo mais fraco do que em junho, com as empresas consultadas relatando vendas menores para a China, a Europa e a América Latina.
Com a queda das encomendas tanto no mercado doméstico quanto no externo, as empresas reduziram os volumes de produção pelo terceiro mês consecutivo, no ritmo mais forte desde fevereiro.
Em resposta a esse cenário, as empresas cortaram o número de funcionários depois de cinco meses de criação de vagas. Algumas delas atribuíram as reduções no quadro de funcionários ao desempenho fraco das vendas, enquanto outras relataram falta de candidatos adequados para preencher vagas existentes.
As empresas do setor industrial sinalizaram ainda aumento dos custos em relação a junho, com itens eletrônicos, alimentos, frete, combustíveis, produtos químicos, metais e plásticos sendo apontados como mais caros.
Os aumentos de preços foram associados à guerra no Oriente Médio, ainda que eles tenham desacelerado para o menor nível em cinco meses.
