A montadora investiu 1,220 bilhão de euros em imobilizado no trimestre, avanço de 32,9% na comparação anual. O valor inclui gastos com fábricas e equipamentos ligados à eletrificação e à renovação de modelos, segundo o balanço.
As vendas na Ásia caíram 27% no trimestre, puxadas pela China, onde recuaram 30%. A companhia atribui o resultado à “competição intensa” e ao “sentimento cauteloso do consumidor” no mercado chinês. O cenário também levou a Mercedes-Benz a registrar um impairment, a baixa contábil de um ativo que perdeu valor, de 752 milhões de euros sobre suas participações em montadoras chinesas coligadas no trimestre.
A dívida líquida do grupo somou 84,612 bilhões de euros ao fim de junho de 2026, alta de 4,7% frente ao fechamento de 2025. Já a liquidez líquida do negócio industrial, que soma caixa e aplicações financeiras do braço de veículos, caiu 5,4% no mesmo intervalo, para 30,434 bilhões de euros.
No primeiro semestre de 2026, o lucro líquido da Mercedes-Benz somou 2,519 bilhões de euros, queda de 6,3% sobre o mesmo período de 2025. A receita semestral foi de 63,663 bilhões de euros, recuo de 4,1% na mesma base de comparação.
O que diz a Mercedes-Benz
A empresa revisou para baixo a projeção de receita e de vendas de veículos para 2026. Segundo o balanço, a expectativa passou de “no nível do ano anterior” para “levemente abaixo do nível do ano anterior”, tanto para a receita do grupo quanto para as vendas da divisão Mercedes-Benz Cars. Em contrapartida, a companhia elevou a projeção de participação de veículos eletrificados nas vendas da divisão de carros, de 21% a 23% para 23% a 25%.
