O lucro das operações caiu 17,2% em um ano, para US$ 683 milhões, e a margem operacional recuou de 12,2% para 6,7%. Segundo a empresa, a queda reflete decisões deliberadas de reinvestimento: descontos para compradores que pagam via Pix e para vendedores no Brasil, custos de frete que não foram totalmente compensados pela receita, e maior gasto com aquisição de usuários e com o custo das maquininhas de cartão no México — este último também pressionado pela alta global do preço de chips de memória, fator que a companhia diz estar fora de seu controle.
O Ebitda (indicador que mede a geração de caixa), na versão ajustada usada pela empresa, somou US$ 975 milhões no trimestre. O valor é 4,8% menor que o do mesmo período de 2025, com a margem recuando de 15,1% para 9,6%.
Os investimentos (capex, o investimento em máquinas, obras e tecnologia) somaram US$ 441 milhões no trimestre, alta de 53,7% em um ano. No semestre, o total chegou a US$ 712 milhões, avanço de 31,1%.
A dívida líquida do Mercado Livre chegou a US$ 6,43 bilhões no fim de junho de 2026. O valor é 37,2% maior que os US$ 4,68 bilhões registrados em 31 de dezembro de 2025.
A empresa reportou volume bruto de mercadorias (GMV) de US$ 21,93 bilhões no trimestre, alta de 43,7% em dólar. Em moeda local, segundo a companhia, o crescimento foi de 36%. O volume total de pagamentos processados pelo Mercado Pago somou US$ 100,95 bilhões, alta de 56,3%.
O que diz o Mercado Livre
A companhia afirma que o resultado do trimestre reforça sua estratégia de unir comércio eletrônico e serviços financeiros em um único ecossistema. Segundo a empresa, usuários que utilizam tanto a plataforma de vendas quanto o Mercado Pago geram 70% mais GMV e têm lucratividade multiplicada — não apenas somada — em comparação a quem usa só um dos lados do negócio.
