Milan esbarra em erros do passado e trava planos de Amorim no mercado

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Milan esbarra em erros do passado e trava planos de Amorim no mercado

Ruben Amorim tenta colocar os planos em ação na tentativa de reestruturar o elenco do Milan antes da estreia na Serie A. Apesar de buscar virar a página do clube com relação à última temporada, parte dos erros ainda impacta o atual projeto.

O treinador português trabalha com um elenco que precisa de ajustes significativos, que incluem a contratação de reforços, já que até o momento apenas três jogadores desembarcaram em Milanello. No entanto, não há sinais de aceleração nas negociações.

Um dos fatores que têm travado os planos de Amorim é a falta de vendas de jogadores dispensáveis para o atual modelo do clube. Segundo o jornal “Corriere Dello Sport”, um dos principais receios dos dirigentes era com o departamento de vendas dos rossoneros.

Ruben Amorim durante treino do Milan (Foto: IMAGO / sportphoto24)
Ruben Amorim durante treino do Milan (Foto: IMAGO / sportphoto24)

As preocupações se confirmaram com a ausência de jogadores em processo de saída do clube italiano. Segundo o jornal, apesar de um número relevante de atletas estar disponível para ser transferido, no momento, não há negociações em andamento e nem interesse concreto de outros clubes para sugerir uma mudança a curto prazo.

Entre os nomes apontados pelo periódico como disponíveis no mercado estão Fikayo Tomori e Pervis Estupiñán no setor defensivo;,Ruben Loftus-Cheek, Samuele Ricci, Yunus Musah e Youssouf Fofana no meio-campo, além de Santiago Giménez e Rafael Leão no setor ofensivo.

Como está a situação contratual dos dispensáveis no Milan?

Com o gargalo no próprio elenco, uma das opções do Milan é mapear o contrato dos jogadores. Tomori e Loftus-Cheek têm vínculo com o clube italiano até junho de 2027, já Fofana, Musah e Leão têm contrato até junho de 2028. Estes seriam os atletas com o vencimento de contrato mais próximo.

Por outro lado, a equipe de Milão também conta com os atletas que têm vínculo com maior duração. É o caso de Estupiñán (com contrato até junho de 2030), Ricci tem contrato até junho de 2029, com a opção de extensão por mais um ano, assim como Giménez.

Samuel Ricci durante treino do Milan (Foto: IMAGO / sportphoto24)
Samuel Ricci durante treino do Milan (Foto: IMAGO / sportphoto24)

O que gera tensão nos bastidores é justamente o período ainda prolongado para o fim dos ciclos dos atletas com o clube. Isso porque, sem as saídas, as chegadas também ficam bloqueadas. O problema se torna ainda maior para Amorim, que precisa de jogadores com características específicas para desenvolver seu estilo de jogo.

Outro fator é que, segundo o “Corriere dello Sport” os dirigentes se comprometeram a apoiar o treinador no mercado de transferências com bastante rapidez, sem esperar até o final de agosto para completar o elenco. No entanto, a alta cúpula da equipe italiana enfrenta um cenário muito mais complexo do que se poderia imaginar.

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Por que Rafael Leão vive ‘situação diferente’?

Prestes a iniciar a sua oitava temporada, Rafael Leão vive um momento de maior desgaste no clube. O jogador passou a oscilar na última temporada e se envolveu em desentendimentos com o ex-técnico Massimiliano Allegri, inclusive negando um aperto de mão após ser substituído, além de ser vaiado pela torcida.

Antes da disputa da Copa do Mundo, o ponta chegou a afirmar que gostaria de deixar o Milan e apresentou um pedido formal de transferência, segundo o jornal “Gazzetta dello Sport”.

Após a repercussão, o jogador teria atraído a atenção do Aston Villa, que perdeu Youri Tielemans e Morgan Rogers na última janela, além do Barcelona e do Manchester United. Apesar do momento delicado com o clube, aos 27 anos, o atacante português ainda é um ativo importante para o Milan.

Com o desempenho abaixo do esperado nos anos recentes e as manifestações por uma saída do clube, a pedida inicial dos rossoneros, que seria de 60 milhões de euros (R$ 350 milhões), poderia cair para até 45 milhões de euros (R$ 263 milhões), segundo o jornal italiano. No entanto, até o momento, não houve qualquer investida formal pelo jogador.

Por outro lado, Leão também desempenhou um papel importante com a seleção portuguesa durante o Mundial, mesmo não sendo titular na equipe, até então comandada por Roberto Martínez.

O atacante correspondeu ao que seria esperado, sendo peça importante especialmente quando a equipe nacional buscava criatividade –com improvisos pelo lado do campo — para conseguir superar os adversários, além de se estabelecer em duelos de um contra um e em transições.