A identificação com os fracassos se repetiu outras vezes, do robô criança que ficou para trás esperando um adulto buscá-lo até a luta de kung fu, em que um robô acertou a cabeça do outro com o pé, mas caiu e não se ergueu mais.
Também no tênis de duplas: um dos humanoides caiu ao rebater uma bola, mas levantou-se de imediato, fazendo as duas dezenas de engenheiros da empresa de robótica Galbot, ao fundo da quadra, festejarem saltando de suas cadeiras. O robô mostrou que havia aprendido com os erros.
O ator e cantor pop Li Yunrui, que jogou tênis e pingue-pongue com os robôs e os campeões olímpicos convidados, estava na abertura como atração maior, junto às adolescentes na plateia. Cantou músicas criadas para os Jogos, com letras como “este momento nos choca como um relâmpago em nossos fios” e “o futuro diante dos meus olhos”.
Robôs além do espetáculo
Como nas meias-maratonas e nas coreografias de robôs do programa do Festival da Primavera, maior audiência da TV chinesa, os Jogos são shows, exibições. Mas desta vez houve cuidado para tentar responder à pergunta intermitente: quando os robôs vão sair do espetáculo para a prática, provando sua utilidade?
Foi o que questionei, por exemplo, a uma representante da Unitree ao visitar a empresa em Hangzhou, dois meses atrás. Ela falou que os humanoides já estão no policiamento de trânsito e em fábricas, experimentalmente, sem detalhar ou apresentar imagens.
