Recall de fórmula infantil pesou sobre o crescimento orgânico do grupo. O recolhimento dos produtos resultou em um impacto de cerca de 0,9 ponto percentual no primeiro trimestre e 0,3 ponto percentual no segundo. “Esperamos recuperar a participação de mercado até o final do ano”, diz o balanço.
Lucro operacional recorrente da empresa somou 7,1 bilhões de francos suíços. O critério, que não equivale ao Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), recuou 2,8% em um ano, pressionado pela alta nos preços de café e cacau e por tarifas comerciais.
O fluxo de caixa livre da companhia cresceu 46,3% no primeiro semestre. O avanço levou o montante a 3,37 bilhões de francos suíços, impulsionado por menor investimento em capital e menor consumo de capital de giro.
Dívida líquida da Nestlé chegou a 56,3 bilhões de francos suíços em 30 de junho de 2026. O endividamento aparece 9,5% maior frente aos 51,4 bilhões de francos suíços registrados em 31 de dezembro de 2025. A companhia atribui o aumento principalmente ao pagamento de 8 bilhões de francos suíços em dividendos no período, parcialmente compensado pelo fluxo de caixa livre gerado.
Philipp Navratil, CEO da Nestlé, mantém otimismo com as operações. “Estamos aumentando e priorizando nosso investimento por trás de nossas principais marcas e plataformas de crescimento, aprimorando o foco do nosso portfólio e buscando mais eficiência para reinvestir. Embora o ambiente externo continue incerto, estamos tomando medidas para acelerar um crescimento consistente”, diz ele.
Brasil e México puxam crescimento na América Latina
Países foram os principais motores do crescimento real interno da Nestlé. O indicador mede o avanço em volume e mix de produtos, sem o efeito de reajustes de preço e aponta avanço nos dois países à medida que os aumentos de preço perderam força. O balanço não detalha números de receita, lucro ou margem específicos do Brasil.
