Queda atingiu quatro grandes atividades do setor. Na passagem de maio para junho, amargaram perdas 16 dos 25 ramos pesquisados, com destaque para o segmento de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que recuou 5,9%.
Bens de consumo semi e não duráveis (-4,1%) e bens de consumo duráveis (-3,2%) puxaram a queda. As perdas menos intensas, de 1,1% em ambos os setores, foram registradas nos ramos de bens de capital e bens intermediários.
No acumulado do segundo trimestre, a indústria recuou 0,5%. A perda do setor responsável por cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) no período foi guiada pelos ramos de bens semi e não duráveis (-2%), duráveis (-1%) e de capital (-0,5%). Entre os bens intermediários, a variação foi nula.
Indústria permanece acima do patamar pré-pandemia. Apesar das perdas, o setor figura 1,8% acima do nível registrado em fevereiro de 2020, último mês sem os efeitos da Covid-19 na economia. Por outro lado, a indústria aparece 15,2% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.
Na comparação anual, produção industrial cresce 1,7%. O resultado de junho é o quarto positivo na comparação com o mesmo mês de 2025. No mês, houve predomínio dos ganhos entre as atividades industriais pesquisadas, com expansão de 15 das 25 atividades.
O que é a PIM
Pesquisa acompanha o comportamento da indústria no Brasil. Para a coleta dos resultados da indústria, o IBGE apura a quantidade produzida de produtos selecionados em diferentes setores de atividade. A divulgação do índice tem periodicidade mensal e traz os resultados referentes ao desempenho nacional e regional do setor.
