Enquanto a equipe médica tentava ganhar tempo, a meteorologia tornava a missão ainda mais complicada. A neve e o gelo prejudicavam os voos e reduziam as opções para transportar a medicação rapidamente.
A missão do Starfighter
Com as alternativas convencionais descartadas, a solução foi recorrer à Luftwaffe. A polícia alemã localizou o responsável pela empresa farmacêutica no meio de uma apresentação de ópera em Munique, abriu a fábrica, e uma escolta policial percorreu os 130 km de estradas congeladas até uma base aérea.
Um caça Lockheed F-104 Starfighter, chamado de “Rescue One” (Resgate 01), foi preparado para voar com o piloto Jürgen Gundling. A decolagem foi dramática, já que a pista estava tão escorregadia que a aeronave teve que ser rebocada para a cabeceira e, mesmo com a pista apenas parcialmente limpa, o avião ameaçou deslizar para fora, mesmo com o motor em marcha lenta.
Antes da decolagem, o adido militar alemão em Viena foi acordado para obter permissão para sobrevoar a Áustria, que era neutra. Além disso, bases aéreas italianas foram colocadas em alerta para uma possível aterrissagem de emergência devido ao mau tempo.
Projetado durante a Guerra Fria para interceptar aeronaves inimigas, o F-104 era capaz de voar a mais de duas vezes a velocidade do som. A aeronave ficou conhecida na Alemanha pelo elevado número de acidentes e pelo apelido de “fazedor de viúvas”, mas, naquele dia, cumpriu uma missão muito diferente.