Seis dos 15 participantes apresentaram melhora significativa em alergia ao amendoim após o tratamento. O grupo de resposta incluiu três dos dez pacientes que receberam apenas as cápsulas e três dos cinco voluntários que passaram por preparação prévia com antibióticos.
Tolerância alimentar dos pacientes aumentou significativamente após estudo. Os participantes que responderam ao tratamento passaram a tolerar quase três amendoins inteiros, superando a taxa inicial de menos de metade de um amendoim.
Efeitos protetores do transplante fecal duraram até quatro meses. Ao contrário das terapias tradicionais que exigem doses diárias e contínuas para não perder a proteção, este método manteve a eficácia por meses.
Produção de substâncias intestinais ajudou a explicar como o tratamento funciona. As bactérias transplantadas liberaram compostos químicos que atuaram diretamente como sinais para acalmar e reeducar as células do sistema imunológico.
Perfil de segurança dos pacientes permaneceu elevado durante todo o teste. Não foram registrados efeitos colaterais graves nos 15 voluntários, observando-se apenas sintomas leves e temporários como dor de cabeça, fadiga e diarreia.
Equipe de pesquisadores já iniciou a segunda fase dos testes clínicos. O novo estudo contará com um grupo maior de participantes e uso de placebo para confirmar as descobertas e aprimorar o tratamento no futuro.
