O crescimento de vendas medido sem o efeito do câmbio e de aquisições foi de 4,8% no semestre. O desempenho do indicador que a empresa chama de “crescimento subjacente de vendas ficou bem acima da alta de 0,5% na receita em euros. Segundo a companhia, a diferença entre os dois números decorre da valorização do euro sobre moedas como o dólar e a rupia indiana, o que reduz o valor em euros das vendas feitas nesses países. Essa perda cambial foi parcialmente compensada pela desvalorização do euro frente ao real brasileiro e ao peso mexicano.
O lucro operacional ajustado somou 5,193 bilhões de euros no semestre, alta calculada de 0,9%. A margem operacional ajustada ficou em 20,3% da receita, alta de 0,1 ponto percentual sobre o mesmo período de 2025. O Ebitda ajustado, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, somou 5,812 bilhões de euros, alta calculada de 1,0%.
A Unilever investiu 599 milhões de euros em Capex, o investimento em fábricas, equipamentos e tecnologia, no primeiro semestre. O valor é 24,8% maior que os 480 milhões de euros aplicados no mesmo período do ano passado, variação calculada pela reportagem.
A dívida líquida da Unilever chegou a 25,961 bilhões de euros em 30 de junho de 2026. O montante é 12,5% maior que os 23,076 bilhões de euros registrados em 31 de dezembro de 2025, variação calculada sobre o trimestre imediatamente anterior. A empresa afirma que o aumento reflete o pagamento de dividendos e a recompra de 1,5 bilhão de euros em ações concluída no período. A relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, indicador de alavancagem, ficou em 2,3 vezes.
Perspectiva para 2026
A Unilever elevou sua projeção de desempenho para 2026 após o resultado do primeiro semestre. Segundo a companhia, o crescimento subjacente de vendas no ano deve ficar dentro da faixa de 4% a 6% já projetada, com cerca de 3 pontos percentuais vindos de volume. A empresa também prevê melhora moderada da margem operacional ajustada no ano, hoje projetada acima dos 20% registrados em 2025.
