De acordo com a Amcham Brasil, a diferença entre os dois caminhos indica que a atração de capital internacional e o adensamento das cadeias produtivas podem adicionar R$ 63,4 bilhões ao PIB, R$ 32,3 bilhões ao consumo das famílias, R$ 16,1 bilhões aos investimentos e 446 mil empregos, além dos efeitos atribuídos à expansão da mineração.
Impacto por estados e setores
O estudo aponta que os maiores impactos sobre o PIB ocorreriam nos estados mineradores, com destaque para Pará (16,0%), Bahia (10,3%), Goiás (10,0%), Piauí (4,0%) e Minas Gerais (3,8%).
Ao mesmo tempo, o fortalecimento do processamento doméstico ampliaria os efeitos para estados com maior presença industrial. Na comparação com o primeiro cenário, os maiores ganhos adicionais seriam observados em Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, segundo o documento.
Na análise setorial, a indústria de transformação teria crescimento acumulado de 1,8% no segundo cenário, acima do registrado no primeiro. O estudo também aponta crescimento na construção civil (4,5%) e na indústria extrativa (4,2%). Entre os segmentos industriais, os maiores impactos seriam nos segmentos de máquinas e equipamentos elétricos (16,7%), máquinas para extração mineral (9,8%), automóveis (5,5%) e máquinas e equipamentos mecânicos (2,9%).
Base do estudo
O documento foi elaborado por pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), com apoio da U.S. Chamber of Commerce e de empresas do setor.
