A receita líquida somou US$ 7,35 bilhões no trimestre, avanço de 8% em relação ao segundo trimestre de 2025. Em moeda constante — métrica que exclui o efeito das variações cambiais —, o crescimento foi de 7%, o que mostra que o câmbio contribuiu com cerca de 1 ponto percentual para o resultado em dólares, impacto menor do que em trimestres anteriores.
Após a divulgação do balanço, as ações da companhia subiram no after market da Nasdaq. Por volta de 17h50, os papeis da Booking tinham cerca e 6% de alta.
O valor total de reservas feitas por clientes nas plataformas do grupo, indicador conhecido como gross bookings, chegou a US$ 51,0 bilhões, alta de 9% em um ano (8% em moeda constante). O número de diárias de hospedagem reservadas (room nights) cresceu 5%, para 325 milhões, e as tarifas médias diárias das acomodações subiram cerca de 2% em moeda constante, segundo a companhia.
O Ebitda ajustado — indicador que mede a geração de caixa — somou US$ 2,65 bilhões, crescimento de 9% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada passou de 35,6% para 36,0%, alta de 0,4 ponto percentual. Já a margem de lucro líquido contábil sobre a receita foi de 26,5%, contra 13,2% um ano antes — reflexo do mesmo efeito cambial que elevou o resultado contábil do período.
As despesas totais da companhia cresceram 7% no trimestre, ritmo mais lento que o avanço de 8% da receita. As despesas fixas ajustadas, que excluem itens como marketing, subiram 6%, pressionadas por custos maiores de computação em nuvem e licenças de software, além de variações cambiais desfavoráveis, segundo a empresa. As despesas de marketing corresponderam a 4,7% do total de reservas no trimestre, ante 4,6% um ano antes.
A companhia investiu US$ 76 milhões em propriedades e equipamentos no trimestre, 19% mais que no mesmo período de 2025. No acumulado do primeiro semestre, o investimento somou US$ 183 milhões, praticamente estável em relação aos US$ 185 milhões gastos no mesmo intervalo do ano passado.
