Frei Betto analisa aumento dos evangélicos no Brasil: “Há cultos mais interessantes que nossas missas”

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Frei Betto analisa aumento dos evangélicos no Brasil: “Há cultos mais interessantes que nossas missas”

No Provoca desta terça-feira (5), Marcelo Tas recebe o frade dominicano, teólogo e escritor Frei Betto.

Durante o programa, o religioso comenta o aumento do número de evangélicos no Brasil, país majoritariamente católico. De acordo com ele, um dos principais fatores que explica o avanço protestante é o alto nível de acolhimento de pessoas vulneráveis pela comunidade evangélica.

“Eles sabem produzir uma pedagogia de integração das pessoas vulneráveis nas suas comunidades, o que a igreja católica não sabe fazer. Você vai numa missa… você entra anônimo e sai desconhecido. Você vai em um culto evangélico, querem saber se você está desempregado, se precisa de um dentista, de um advogado (…) há uma solidariedade, uma entreajuda, que não há, infelizmente, entre os católicos”, comenta.

O escritor diz que a igreja católica sofre de uma “doença” chamada “clericalismo“, onde tudo é centrado na figura do padre.

“O padre se sente superior aos fiéis, o que não acontece com o pastor evangélico, porque ele também é um homem do povo”, diz.

Frei Betto também chama atenção para a grande produção dos cultos evangélicos, algo que, segundo o ativista religioso, a igreja católica poderia aprender com eles.

“Há cultos muito mais interessantes do que as nossas missas. Tem vídeo, tem música de qualidade. Você vai na igreja católica, aquele violãozinho lá do fundo é de doer nos ouvidos. Você vai num culto evangélico, as pessoas fazem ensaios. Elas têm educação musical para poder estar cantando, tanto que a música gospel está aí fazendo sucesso, estourando nas paradas”, avalia. 

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Assista ao programa completo:

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