Lucro da Gerdau cresceu 69,8% no 2º trimestre. O ganho da maior produtora de aços longos das Américas atingiu R$ 1,45 bilhão. receita líquida somou R$ 17,87 bilhões no trimestre, alta de 2,0% em um ano.
Expansão de vendas foi mais forte na América do Norte. A receita da companhia cresceu 10,8% na América do Norte, para R$ 10,13 bilhões, enquanto caiu 8,6% no Brasil, para R$ 6,69 bilhões, e recuou 3,9% na América do Sul, para R$ 1,28 bilhão.
Gerdau entregou resultado acima das expectativas do mercado, na avaliação do Itaú BBA. Para analistas da casa, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), usado como referência de caixa, de R$ 3,43 bilhões no critério gerencial, ficou 5% acima das projeções do consenso. Segundo os profissionais de mercado, o desempenho na operação na América do Norte foi beneficiado por preços mais altos, demanda aquecida e expansão de margens.
Seguimos com visão positiva para o desempenho operacional da Gerdau no segundo semestre de 2026, principalmente devido à expansão das margens na América do Norte após os recentes aumentos de preços e a um cenário macroeconômico favorável à demanda, com carteira de pedidos acima de 100 dias. No Brasil, porém, a recuperação deve continuar gradual, em meio a um ambiente de preços mais desafiador. Paula Toute, analistas do Itaú BBA em relatório
Ambiente favorável a importações ajudou Gerdau, na avaliação do Citi. Além disso, os analistas do banco apontam que o destaque foi novamente impulsionado pela atuação na América do Norte, com maior demanda dos setores de energia renovável, data centers e manufatura.
A Gerdau segue sendo nossa principal escolha no setor siderúrgico, apoiada por um perfil de geração de caixa mais atrativo que o de seus pares. Acreditamos que a companhia entra em um período mais favorável de resultados no Brasil, com melhora sazonal esperada no terceiro trimestre de 2026 e perspectivas positivas para 2027, enquanto os negócios nos Estados Unidos devem continuar apresentando evolução sequencial. Gabriel Barra e Pedro Ferreira de Mello, analistas do Citi
