Se, antes, o desafio era convencer o consumidor sobre a qualidade dos produtos fabricados na China, agora o objetivo é construir uma marca capaz de disputar espaço em um mercado dominado por empresas já consolidadas.
A adaptação começou pelo próprio nome. Presente em mais de 60 países como Vivo, a fabricante precisou criar uma identidade exclusiva para o Brasil —isso porque a marca “Vivo” pertence à operadora Telefônica no país.
Assim nasceu a Jovi, único mercado do mundo em que a companhia opera com outro nome. O que poderia ser apenas uma mudança jurídica acabou se transformando em uma oportunidade de marketing.
Segundo Jorge Gloss, diretor de marketing da Jovi no Brasil, a empresa aproveitou a necessidade de criar uma nova identidade para desenvolver uma estratégia completamente adaptada ao consumidor brasileiro, desde o portifólio de produtos até o modelo de distribuição e comunicação.
O Brasil foi uma escolha muito estratégica. Como tivemos que criar uma marca nova, também conseguimos personalizar a forma de atuar no mercado. Não foi apenas uma troca de nome. Foi a oportunidade de construir uma estratégia pensada para o consumidor brasileiro.
Jorge Gloss, da Jovi
A avaliação do executivo acompanha um movimento observado em outros segmentos. Marcas chinesas que chegaram ao Brasil nos últimos anos ajudaram a reduzir a resistência do consumidor e abriram caminho para empresas que hoje querem disputar não apenas preço, mas também inovação, design e tecnologia.
