João Paulo Pacífico: o gestor influencer que fez aportes no MST virarem fenômeno

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João Paulo Pacífico: o gestor influencer que fez aportes no MST virarem fenômeno

A emissão foi concluída em meia hora, e o lote adicional se esgotou em menos de uma. Além de financiar o negócio, os investidores receberão retorno de 15% ao ano por três anos, acima da Selic e com isenção de Imposto de Renda.

Há tempos a Alpop tentava estruturar uma operação no mercado de capitais, mas, segundo o fundador Caio Belazzi, os custos dificultavam a viabilidade.

“O CRI da Gaia me custa 1,17% ao mês. O banco com a melhor condição me ofereceu acima de 2%. Se fosse fazer um FIDC [Fundo de Investimento em Direitos Creditórios], seria 2,5%”, diz Belazzi.

Outro negócio financiado pela Gaia foi o escritório de arquitetura Sumaúma, que captou R$ 10 milhões em junho com mais de 600 investidores. Os recursos serão usados para concluir o retrofit do edifício Tebas, projeto de impacto social e ambiental no centro histórico de São Paulo.

Além do retorno de 15,1% em dois anos, o CRI Centro SP ajudará a revitalizar uma área degradada e recuperar a memória de Tebas. Arquiteto negro e ex-escravizado, ele projetou, no fim do século XVII, um chafariz que integrou o primeiro sistema público de abastecimento de água da cidade.

A próxima operação da Gaia será a quarta da cooperativa Coapar. O dinheiro captado será usado como capital de giro para a produção de uma nova fábrica de leite em pó, a primeira do estado de São Paulo. Com sede em Andradina, a Coapar agrega a produção de mil famílias, com uma média de 1,5 milhão de litros de leite por mês.