Para a designer, a repetição de fórmulas aparece no conteúdo que circula em redes sociais, com imagens e anúncios parecidos. Ela atribui isso ao modo como os modelos generativos trabalham, puxando padrões do que já foi produzido.
Esse pastiche de coisa que a gente vê saindo, principalmente em rede social, começou a virar uma piada. Você vê todo mundo com a mesma cara, […] todo mundo sem personalidade. […] Porque é a média de tudo que foi produzido.
Vanessa Queiroz
Queiroz ressalta, no entanto, que a Colletivo Design usa a IA como apoio a processos. Um dos exemplos é a produção de mockups, usados para apresentar ao cliente uma simulação de como determinado produto poderá ficar. Nesse sentido, ela avalia que a tecnologia permite acelerar um processo que anteriormente exigia mais recursos.
No escritório, a gente usa a inteligência artificial para desenvolvimento de mockup. Antigamente, eu tinha que contratar alguém para dar aquilo para mim, e hoje a gente ganha uma velocidade. Como ferramenta de processos automatizados, eu acho sensacional.
Vanessa Queiroz
Para a fundadora, o problema está em utilizar essas ferramentas sem análise humana. Ela defende que senso crítico, gosto e repertório continuem fazendo parte do processo criativo.
Eu sou muito a favor da evolução. Mas eu acho que o uso indiscriminado, sem crítica, acho uma besteira.
Vanessa Queiroz
