O presidente Lula anunciou as compras e um pacote de medidas para IA, como um centro para tornar a IA mais transparente e um projeto para construir um modelo de serviço de computação em nuvem nacional, em visita ao Pax (Parque Tecnológico Augusto Severo), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal (RN).
As medidas integram o PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial), que prevê R$ 23 bilhões em investimentos na infraestrutura computacional, capacitação de mão de obra especializada, criação de modelos nacionais de IA e construção de serviços públicos com a tecnologia.
Supercomputadores nacionais
As definições a respeito do computador para IA mudaram desde que o PBIA foi lançado, em 2024. Inicialmente, ficaria no LNCC (Laboratório Nacional de Computação Científica), em Petrópolis (RJ), e o objetivo era turbinar o Santos Dumont, máquina com 5,1 petaflops/s (5,1 quatrilhões de operações matemáticas por segundo) à época e que hoje possui 27 Pflops.
Só que, desde de o anúncio do plano bilionário, prefeitos e governadores começaram a se mexer para levar o supercomputador para suas bases. A vencedora foi a governadora potiguar, Fátima Bezerra (PT-RN), que acenou com energia renovável e disponível, espaço físico e o corpo técnico.
Isso e a possibilidade de descentralizar a infraestrutura tecnológica levou o governo a bater o martelo nos últimos dias e decidir que o supercomputador ficará no Pax, da UFRN, e terá projeto e gestão a cargo do LNCC. A capacidade prevista é de 7,2 mil Pflops ou 7,2 Exaflops, potência suficiente para catapultar o Brasil para as primeiras posições nos rankings de máquinas mais potentes do mundo.
