Ele alega que devolveu esse dinheiro pra ela, inclusive com juros e correção monetária. Mas devolveu depois que o escândalo e de o nome da Roberta ter se tornado muito tóxico em Brasília. Daniela Lima, colunista do UOL
Para Daniela, o caso tem um componente de conduta no coração do governo. Ela disse que alguém com o cargo de Marcola não poderia aceitar que terceiros paguem despesas pessoais, porque isso abre margem para suspeitas e pressão indevida.
Quem está na antessala do presidente da República não pode se dar ao direito de distribuir boletos para serem pagos por terceiros. Daniela Lima, colunista do UOL
A colunista também avaliou que, no mínimo, houve um problema ético grave se a lobista dizia representar o filho do presidente e buscava negócios com o próprio governo, como indicaria a investigação. Segundo ela, a apuração ainda precisa esclarecer se houve crime, como tráfico de influência.
No mínimo, houve uma falha ética gravíssima. Não cabe a filho de presidente buscar negócios com o governo do qual o pai dele é chefe. Daniela Lima, colunista do UOL
Daniela disse ainda que a decisão do ministro André Mendonça de investigar o vazamento “faz valer” o sigilo de investigações, especialmente em período eleitoral. Para ela, a apuração deve mirar quem violou o sigilo funcional, e não jornalistas ou veículos que publicaram reportagens.
