O Hull City fez valer a espera de nove anos de sua torcida na Premier League. Rebaixado em 2016/17, a equipe retornou à elite do futebol inglês nesta temporada e estreou com vitória neste sábado (22) sobre o Manchester United, maior campeão do futebol inglês, no MKM Stadium. Em uma tarde inspirada do recém-promovido da Championship, os donos da casa iniciaram a campanha em 2026/27 com o triunfo por 2 a 0.
Mesmo reforçado e com a permanência de Michael Carrick assegurada após boa reta final na última temporada, o United não fez valer seu favoritismo em campo. Ao longo dos 90 minutos, na primeira partida oficial deste ano, os Red Devils se mostraram ineficazes para furar o bloqueio de um Hull City valente, que conseguiu executar os objetivos almejados em seu primeiro desafio na Premier League.
Com foco na bola aérea e em conseguir manter a posse de bola, o Hull City conseguiu chegar apesar de um “jogo feio”. Na proposta adotada ao longo dos 90 minutos, e que fez com que a equipe retornasse à Premier League após oito temporadas na segunda divisão, a ideia foi clara: impedir o United de criar e se lançar ao ataque nas bolas paradas.
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Hull City se apoia em euforia da torcida e estratégia para derrotar o Manchester United
Impulsionado pelo retorno à primeira divisão, o Hull City apostou em uma proposta ousada para encarar o Manchester United. Diante de um dos destaques da reta final da última Premier League, os donos da casa se lançaram ao ataque ainda no início para mostrar suas credenciais diante do maior campeão da era moderna do futebol inglês.
Nos 45 minutos iniciais, o United não conseguiu mostrar entre as quatro linhas a força que tem no papel. Mesmo com os retornos de Matheus Cunha e Bruno Fernandes pós-Copa do Mundo, além dos recém-contratados Andrey Santos e Youri Tielemans, a equipe de Michael Carrick pouco criou. Bryan Mbeumo, um dos artilheiros da última temporada, teve a única chance clara dos Red Devils no primeiro tempo.
O Hull City, sob o comando de Sergej Jakirovic, ficou com a bola em 30% do tempo na primeira etapa. Foi o suficiente para incomodar a defesa do United. Quando se lançou ao ataque, a equipe do nordeste da Inglaterra priorizou as jogadas aéreas e bolas paradas. E foi assim que, mesmo sem ter o controle da posse, foi letal diante do Manchester United.
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Os números mostram a qualidade de chances do Hull City. Das cinco finalizações no primeiro tempo, quatro foram em direção ao gol. Senne Lammens sofreu para parar as jogadas aéreas do Hull City, por onde os donos da casa levaram mais perigo — e chegaram aos dois primeiros gols da partida.
No primeiro, o goleiro belga fez milagre para evitar ser vazado, mas não parou Semi Ajayi no rebote; no segundo, Nobel Mendy, maior contratação da história do clube, junto ao Rayo Vallecano, desviou o cruzamento de Regan Slater — um dos destaques do Hull City no confronto — para selar o placar no primeiro tempo e que permaneceria desta forma até o apito final.
Manchester United inicia temporada com dúvidas na Premier League
Carrick não pôde utilizar algumas de suas principais peças na pré-temporada. Andrey Santos foi uma das referências da equipe nos amistosos antes da Premier League, contratado para substituir Casemiro, e foi um dos poucos pontos positivos dos Red Devils na estreia desta temporada — ainda que tenha sido substituído aos 20 minutos da segunda etapa.
O restante do elenco, ainda fora do ritmo, mostrou algumas das dificuldades que o Manchester United poderá ter de lidar ao longo da temporada. Mbeumo, que teve a chance mais clara da partida para os visitantes, não é uma certeza no ataque de Carrick. Bruno Fernandes, Matheus Cunha e Patrick Dorgu, que se destacaram em 2025/26, não conseguiram fazer a diferença na estreia desta temporada.
O treinador e ídolo do United também chegou a apostar em Marcus Rashford, que foi reintegrado ao elenco após período emprestado ao Barcelona, para buscar uma remontada diante do Hull City, mas sem sucesso. Com exceção do atacante camaronês, que teve duas grandes chances ao longo dos 90 minutos, o Manchester United não conseguiu ter grandes chances na primeira rodada da Premier League.
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O segundo tempo mostrou um Hull City que, diante de suas perspectivas, se colocou atrás da linha da bola, com uma linha de cinco defensores, para evitar que o United conseguisse levar perigo à meta de Konstantinos Tzolakis — um dos novos talentos da geração da Grécia —, objetivo que foi atingido pela equipe de Jakirovic.
Benjamin Šeško também é uma dúvida. Contratado para assumir a função de homem gol na equipe do United, o esloveno é uma peça inconstante na equipe de Carrick. Ele entrou no segundo tempo neste sábado, mas sem conseguir ser uma peça capaz de levar os visitantes ao gol diante de um embalado Hull City.
Na próxima rodada, Carrick tentará resolver estes problemas — a maioria associado à falta de ritmo da equipe na temporada. No próximo domingo (30), o United recebe o Ipswich Town — outro clube recém-promovido à Premier League — no Old Trafford.
