Braskem cai à mínima histórica na Bolsa com pedido de recuperação

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Braskem cai à mínima histórica na Bolsa com pedido de recuperação

Ações recuaram 65% desde a máxima. Essa foi a variação negativa desde 5 de março último, quando a empersa foi negociada a R$ 11,40.

Braskem entrou com pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo para renegociar uma dívida da ordem de R$ 54 bilhões, quase tudo em dólar. A empresa ganhou 90 dias de proteção para concluir o plano de reestruturação junto aos credores.

O pedido de recuperação extrajudicial da Braskem aumenta a percepção de risco sobre a companhia com incertezas sobre prazos, condições de pagamento e eventual diluição dos acionistas. Ao mesmo tempo, uma negociação bem-sucedida pode aliviar o caixa e preservar as operações, o que explica a possibilidade de forte volatilidade nas ações. Fábio Murad, Consultor da Wiser Asset

Petroquímica terá seus ativos excluídos dos índices da Bolsa brasileira. A B3 anunciou que, devido ao pedido de recuperação, vai remover os papéis da Braskem (BRKM3 e BRKM5) do Ibovespa e outros 17 índices, inclusive o SMLL (Índice de Small Caps) e o ICO2 (Índice Carbono Eficiente). A saída definitiva será efetivada no fechamento do pregão de amanhã (25) e o peso das ações será redistribuído proporcionalmente aos demais integrantes de cada carteira.

Petroquímica precisará do apoio de credores que representem mais de 50% de cada classe de dívida para validar a reestruturação. O pedido inicial pode ser feito com assinaturas de apenas um terço dos credores afetados. A empresa tem agora até 90 dias corridos para conseguir o restante das assinaturas.

Na recuperação judicial, acionistas podem perder tudo. Segundo aponta o sócio e diretor executivo da Galeazzi & Associados, o patrimônio líquido consolidado da companhia já é negativo em R$ 13,1 bilhões, e a auditoria registrou ressalva de continuidade.