No exterior, alta do petróleo alimenta aversão a risco. O contrato futuro do barril do tipo Brent, referência internacional da commodity, com entrega para dezembro subia 4,30% às 9h, cotado a US$ 92,92, cerca de 30% acima dos preços praticados antes do conflito.
Índices acionários têm queda nas principais Bolsas da Ásia, Europa e Estados Unidos. O desempenho é influenciado pela alta do petróleo, que mantém no cenário pressões de inflação que podem levar os bancos centrais pelo mundo a elevar juros — um ambiente que é prejudicial ao crescimento de vendas e de lucros das empresas que têm ações no mercado.
No ambiente doméstico, investidores reagem aos dados do PIB, divulgados pelo IBGE hoje. A economia brasileira perdeu fôlego e cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os primeiros três meses deste ano. Com a variação, o PIB (Produto Interno Bruto) nacional acumula alta de 1,9% nos últimos quatro trimestres.
Bolsa brasileira é influenciada pelo fluxo externo. Os estrangeiros respondem por cerca de 60% do giro de negócios na B3. Por isso, quando um quadro de aversão a risco afasta esses aplicadores do nosso mercado, o potencial de valorização das ações aqui perde força.
Em agosto, por exemplo, esse movimento foi determinante para queda do Ibovespa. O índice das ações mais negociadas na B3 caiu 0,3% no mês passado, depois de cair 6,55% nos primeiros 11 pregões, quando o saldo líquido de aplicações dos estrangeiros foi negativo em mais de R$ 20 bilhões, e recuperar 6,66% nos dez últimos, quando esse grupo voltou a injetar recursos.
Dados da B3 mostram que os investidores estrangeiros retiraram R$ 18,4 bilhões da Bolsa brasileira até 27 de agosto. O valor supera o saldo positivo acumulado em todo o ano até a mesma data, de R$ 17,92 bilhões. A concentração das saídas em agosto reforça a percepção de que o investidor estrangeiro teve papel importante na pressão sobre os ativos brasileiros durante a primeira metade do mês. Einar Rivero, sócio fundador da Elos Ayta
