BC vê risco em dívida, fundos complexos e crimes cibernéticos

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BC vê risco em dívida, fundos complexos e crimes cibernéticos

Comef destacou que os níveis elevados de ativos problemáticos e a maior probabilidade de inadimplência indicam que a materialização de riscos de crédito deve permanecer elevada nos próximos trimestres. Diante desse cenário, o comitê afirmou que o mercado de crédito requer cautela e monitoramento constante.

No mercado de capitais, a autoridade monetária demonstrou preocupação com estruturas que envolvem múltiplas camadas de fundos de investimento, consideradas mais difíceis de monitorar e avaliar. Segundo a ata, a organização desses veículos em cadeias com diversos níveis aumenta a complexidade e reduz a transparência sobre as exposições assumidas pelos investidores.

Preocupação é especialmente relevante nos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). São estruturas que aceleraram o crescimento no trimestre e vêm ampliando sua participação como fonte de financiamento para as empresas. O Banco Central observou ainda que esses fundos mantêm conexões importantes com instituições reguladas, tanto por meio da cessão de ativos quanto por investimentos em cotas.

No cenário internacional, persistem incertezas relacionadas a conflitos geopolíticos. O Comef cita ainda mudanças em políticas econômicas, perspectivas de retorno dos investimentos em inteligência artificial e seus potenciais impactos sobre crescimento econômico e inflação.

Ata do Comef reservou espaço para os riscos cibernéticos. O colegiado analisou incidentes relevantes registrados no Sistema Financeiro Nacional ao longo de 2026 e destacou a ocorrência de fraudes financeiras associadas a esses eventos, além do aumento da sofisticação dos mecanismos utilizados para movimentar e ocultar recursos obtidos de forma ilícita.

Ativos virtuais foram identificados como o principal instrumento para o escoamento dos recursos oriundos dessas fraudes. O Comef reforçou a necessidade de fortalecimento da governança, dos controles internos, da gestão de riscos e dos mecanismos de prevenção a fraudes por parte dos participantes do sistema financeiro e afirmou que a autarquia continuará intensificando suas ações regulatórias e de supervisão para elevar os padrões de segurança e preservar a integridade dos mercados.